domingo, 17 de fevereiro de 2008

Livro: Cabeça de Porco

(...)Aliás, o que os jovens das comunidades mais querem é ser iguais aos que vivem fora dela, e os fora-da-lei acabam tentando ser o espelho dos que moram fora do morro. E o mais ilógico é que os de fora do morro, de alguma maneira, também querem xerocar a linguagem dos fora-da-lei.
(Cabeça de porco, pg.40)

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

"Em São Paulo, fechar o chuveiro pra passar sabão dá um frio danado"
(Tom Zé, na Piaui)

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Todo carnaval tem seu fim

O bloco tinha acabado de passar.
Pura alegria, pessoas de todos os tipos, idades e opções sexuais celebravam a alegria de estarem vivas.
Porque era carnaval.
A música tocava alto.As pessoas tinham que falar ao pé do ouvido para poderem ser ouvidas.
Fotos, flashs, sorrisos.
De repente ela.
Um recorte.
À parte de tudo e tudos.
Os olhos vermelhos e um xale nas costas.
Olhava e não via.
Sozinha.
Parada na porta do IML.

(Renata Braga)