A animação, feita totalmente na técnica stop motion e que tem uma garotinha de 8 anos como um dos personagens principais, pode até ter levado algumas crianças desavisadas ao cinema, mas definitivamente é filme para adulto.
Melancólico, denso, crítico, engraçado e até filosófico, são adjetivos que cabem ao filme de pouquíssimos diálogos e cores e que conta a história da amizade desenvolvida através de cartas trocadas entre uma garotinha australiana de 8 anos e um judeu nova iorquino de 40 anos.
Para mim mais que um filme sobre amizade e sim um filme sobre solidão.
“a vida de todo mundo é como uma longa calçada. Algumas são bem pavimentadas, outras (…) têm fendas, cascas de banana e bitucas de cigarro”.
E eu me mostro através das letras. Mas para que você me veja, é preciso ler as entrelinhas...
terça-feira, 28 de setembro de 2010
domingo, 5 de setembro de 2010
E Chove lá fora...
Foto tirada pelo @Alexbarbosa num dia chuvoso em Outubro de 2008
Local: Praça XV ,Centro RJ .
Não lembro o autor da instalaçao que serviu de cenário. O modelo era um passante.
Lugar certo, hora certa
Local: Praça XV ,Centro RJ .
Não lembro o autor da instalaçao que serviu de cenário. O modelo era um passante.
Lugar certo, hora certa
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
domingo, 29 de agosto de 2010
Idem
Em julho a Revista TPM completou a marca de 100 edições e para comemorar, fez uma revista especial com 100 mulheres falando sobre assuntos variados.Achei as perguntas (e as respostas também) bem legais.
A revista me fez lembrar daqueles caderninhos de perguntas do Ginásio (não, não curto o Formspring.me). Foram nesses caderninhos que aprendi o significado da palavra "idem" (só para justificar o teor cultural).
Sei que ninguém me perguntou nada,por isso resolvi me perguntar e responder algumas das questões da revista, num estilinho umbigo do mundo caderninho de colegial.
Então, copia ai e responde também ! (mas não deixa a professora ler,hein?)
#Em que momentos você se sente 100% satisfeita?
Quando termino de ler um livro que gostei muito. Fecho o livro e fico ali, segurando-o e relembrando o que li.
#O que mais te assusta em você mesma?
A capacidade de me emocionar. E também a capacidade de não guardar mágoa.
#O que achou que jamais faria, mas acabou fazendo?
Virar adulta (aqui caberia um “idem” ao da Nina Lemos)
#Que conselho você daria a si mesma no passado?
Você não tem obrigação de ser tão boazinha e viver dizendo sim. Não carregue o mundo nas costas, garota!
#Que música você gostaria que tivesse sido feita para você?
Muitas. Muitas mesmo.Mas agora veio à minha cabeça All star do Nando Reis.
#Naqueles dias, como é a sua TPM, em 140 toques?
Rios de lágrimas e melancolia, entremeados com inchaço e muita vontade de beber coca-cola.
#O que você perguntaria para qualquer pessoa?
Se eu estivesse puta da vida: Te conheço ?
#Qual a parte do teu corpo que mais gosta de receber carinhos?
Carinhos e mordidinhas no pescoço.
#O que melhora no sexo com a idade? E o que piora?
Melhora: você sabe o que quer e como quer. Piora: Você sabe o que e como quer.
#Qual foi a ultima peça de roupa que você comprou? Por que? Já usou?
Calça saruel.Porque descobri que apesar do bundão, fico bem nesses modelos.Claro que já usei.Não consigo comprar e deixar guardado, sou ansiosa demais.
#3 coisas que não podem faltar na sua bolsa:
Carteira, corretivo e celular.
#Qual o canto da casa onde você adora ficar?
Hoje, no meu quarto. Na casa nova ainda vou testar.
#Qual a obra de arte que você gostaria de ter feito?
A Medusa Marinara do Vik Muniz. Sempre gostei muito desta peça. E alguns grafites que vejo pelos muros da cidade.
#Se você tivesse uma camiseta de protesto, o que estaria escrito nela?
Na frente: Mais amor, por favor. Atras: Tudo passa.
#O que você ainda não fez e quer muito fazer na vida?
Viajar, viajar.
#Um sonho secreto?
Ser cantora e gravar vários clipes nos meus shows com milhões de pessoas cantando junto comigo. Eu viro o microfone para o publico e deixo eles cantarem um pedacinho da minha musica.
Ser rica também é um sonho, mas não é secreto.
Ser rica também é um sonho, mas não é secreto.
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
Socorro! Ouço Vozes
Socorro! Ouço Vozes
Era uma vez um dia livre. O que fazer? Vontade de ficar em casa, sem fazer nada. Mas talvez você devesse ir à academia se exercitar um pouco. Pensando bem, tantas exposicões legais e tão raro ter um dia livre. E sua avó, que você prometeu visitar? Mas, se for ficar em casa mesmo, vê se arruma aquelas gavetas! Para distrair suas vozes internas, você decide folhear uma revista. E a tortura prossegue…
A página, aberta aleatoriamente, diz assim: “transforme uma simples chuveirada em um ritual de beleza e bem-estar”. Mas por que uma simples chuveirada não pode ser uma simples chuveirada? Por que tudo tem que ser uma experiência maravilhosa, um ritual inesquecível? O que fazer com tanta expectativa? Na chuveirada e na vida? E, pior, o que fazer com essa verdade mentirosa que diz que tudo depende das suas escolhas? Do Mozart que, caso você escolha fazer seu bebê ouvir, o fará mais inteligente à soja que, caso você escolha comer, fará você viver mais. A perguntinha segue ressoando: será que você está fazendo a escolha certa?
A combinação do discurso da autonomia individual com ideais de vida sempre tão rigorosos, pode ser muito boa para quem vende produtos, técnicas ou conselhos. Para quem está do lado de cá do balcão, é apenas um cercadinho travestido de liberdade, que gera falta e frustração. Você paga pela frustração de nunca chegar lá - até porque “lá” nunca estará no mesmo lugar – e ganha a culpa de brinde, ao duvidar das escolhas que fez. Porque, é claro, vai duvidar.
Culpa, o pretinho básico
Curioso como a culpa tornou-se um lugar comum nas representações do feminino contemporâneo. Falar da mulher, de uns tempos para cá, é quase sempre falar de múltiplos papéis e da culpa pela impossibilidade de exercê-los com perfeição. Na mídia e na publicidade, a culpa feminina é o tubinho preto, o must have. E funciona como o componente de sinceridade de um discurso que pretende ser mais verdadeiro. Que ganho pequenino. Sinceridade, mesmo, é dizer que a mulher sente tanta culpa simplesmente porque não é livre. Porque no picadeiro de malabaristas, trapezistas e equilibristas ainda não cabem outras escolhas ou reais imperfeições. A não ser por essa pequena, embora muito perturbadora, concessão: a culpa por não ser perfeita.
Via: Blog da Denise Gallo
Imagem: Esao Andrews
Era uma vez um dia livre. O que fazer? Vontade de ficar em casa, sem fazer nada. Mas talvez você devesse ir à academia se exercitar um pouco. Pensando bem, tantas exposicões legais e tão raro ter um dia livre. E sua avó, que você prometeu visitar? Mas, se for ficar em casa mesmo, vê se arruma aquelas gavetas! Para distrair suas vozes internas, você decide folhear uma revista. E a tortura prossegue…
A página, aberta aleatoriamente, diz assim: “transforme uma simples chuveirada em um ritual de beleza e bem-estar”. Mas por que uma simples chuveirada não pode ser uma simples chuveirada? Por que tudo tem que ser uma experiência maravilhosa, um ritual inesquecível? O que fazer com tanta expectativa? Na chuveirada e na vida? E, pior, o que fazer com essa verdade mentirosa que diz que tudo depende das suas escolhas? Do Mozart que, caso você escolha fazer seu bebê ouvir, o fará mais inteligente à soja que, caso você escolha comer, fará você viver mais. A perguntinha segue ressoando: será que você está fazendo a escolha certa?
A combinação do discurso da autonomia individual com ideais de vida sempre tão rigorosos, pode ser muito boa para quem vende produtos, técnicas ou conselhos. Para quem está do lado de cá do balcão, é apenas um cercadinho travestido de liberdade, que gera falta e frustração. Você paga pela frustração de nunca chegar lá - até porque “lá” nunca estará no mesmo lugar – e ganha a culpa de brinde, ao duvidar das escolhas que fez. Porque, é claro, vai duvidar.
Culpa, o pretinho básico
Curioso como a culpa tornou-se um lugar comum nas representações do feminino contemporâneo. Falar da mulher, de uns tempos para cá, é quase sempre falar de múltiplos papéis e da culpa pela impossibilidade de exercê-los com perfeição. Na mídia e na publicidade, a culpa feminina é o tubinho preto, o must have. E funciona como o componente de sinceridade de um discurso que pretende ser mais verdadeiro. Que ganho pequenino. Sinceridade, mesmo, é dizer que a mulher sente tanta culpa simplesmente porque não é livre. Porque no picadeiro de malabaristas, trapezistas e equilibristas ainda não cabem outras escolhas ou reais imperfeições. A não ser por essa pequena, embora muito perturbadora, concessão: a culpa por não ser perfeita.
Via: Blog da Denise Gallo
Imagem: Esao Andrews
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